TEXTO: Um Alerta a Escola sobre o desafio na utilização dos
recursos tecnológicos
Hoje as escolas Brasileiras necessitam de maior cuidado. Muitos educadores são convidados a realizar cursos na área da tecnologia para que possam utilizar esse conhecimento com os alunos nas escolas. Desafio para o professor que as vezes se encontra num estágio de comodismo grande, desafio para a escola que tem que organizar espaço para acomodar as mídias que vem para as mesmas, desafio para a família que com pouca verba não podem pagar um curso para seus filhos; desafio para a direção enquanto organizar uma forma de fazer a manutenção dos computadores, e assim por diante. No entanto sabe-se que esses desafios a cada dia estão presentes no cotidiano da nossa vida e o que seria de nossa vida sem eles.
O que fazer então? Acredita-se que para que seja utilizados tais recursos é necessário que todos os envolvidos na área da educação também acompanhem este processo de inclusão das tecnologias, como novos esclarecimentos das novas formas de educar no século em que se encontram.
Para isso o corpo técnico-administrativo, pedagógico das escolas devem estar prontos a enfrentar tais desafios, para que possam dar aos alunos uma educação moderna com a utilização do computador, internet dentre outros recursos que servem de auxilio ao professor pedagogicamente.
Nós funcionários da Escola Maria de Nazaré Pereira Vasconcelos, estamos buscando com nossas atividades voltar o nosso olhar aos projetos que são organizados no inicio do ano em planejamento, para que possamos trazer a comunidade mais próxima da escola.
A informática é uma ferramenta bem rica para se utilizar com alunos.
Acredito que ela deve ser usada sim como recurso pedagógico e que são poucos os alunos que não aceitam a utilização dela nas escolas por onde se observa.
Agora é a hora dos profissionais da área da educação discutir e levar a sério essa proposta, pois dela depende o futuro dos alunos e deve partir também do interesse do professor.
Necessário analisar o uso destes tipos de vídeo, coisas que ocorrem nas nossas escolas que fogem a realidade dos objetivos propostos da TV escola.
Propostas de Moran
Proponho, a seguir, um roteiro simplificado e esquemático com algumas formas de trabalhar com o vídeo na sala de aula. Como roteiro não há uma ordem rigorosa e pressupõe total liberdade de adaptação destas propostas à realidade de cada professor e dos seus alunos.
USOS INADEQUADOS EM AULA
Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema inesperado, como ausência do professor. Usar este expediente eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência, desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a não ter aula.
Vídeo-enrolação: exibir um vídeo sem muita ligação com a matéria. O aluno percebe que o vídeo é usado como forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu mau uso.
Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o uso do vídeo costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas
Vídeo-perfeição: Existem professores que questionam todos os vídeos possíveis porque possuem defeitos de informação ou estéticos. Os vídeos que apresentam conceitos problemáticos podem ser usados para descobri-los,junto com os alunos, e questioná-los.
Só vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem integrá-lo com o assunto de aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais importantes.
O verdadeiro objetivo de se usar o vídeo nas escolas
PROPOSTAS DE UTILIZAÇÃO POR MORAN
Vídeo como SENSIBILIZAÇÃO
É, do meu ponto de vista, ouso mais importante na escola. Um bom vídeo é interessantíssimo para introduzir um novo assunto, para despertar a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitará o desejo de pesquisa nos alunos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Vídeo como ILUSTRAÇÃO
O vídeo muitas vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários desconhecidos dos alunos. Por exemplo, um vídeo que exemplifica como eram os romanos na época de Julio César ou Nero, mesmo que não seja totalmente fiel, ajuda a situar os alunos no tempo histórico. Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos, como por exemplo a Amazônia ou a África. A vida se aproxima da escola através do vídeo.
Vídeo como SIMULAÇÃO
É uma ilustração mais sofisticada. O vídeo pode simular experiências de química que seriam perigosas em laboratório ou que exigiriam muito tempo e recursos. Um vídeo pode mostrar o crescimento acelerado de uma planta, de uma árvore -da semente até a maturidade- em poucos segundos
Vídeo como CONTEÚDO DE ENSINO
Vídeo que mostra determinado assunto, de forma direta ou indireta. De forma direta, quando informa sobre um tema específico orientando a sua interpretação. De forma indireta, quando mostra um tema, permitindo abordagens múltiplas, interdisciplinares.
Vídeo como PRODUÇÃO
- Como documentação, registro de eventos, de aulas, de estudos do meio, de experiências, de entrevistas, depoimentos. Isto facilita o trabalho do professor, dos alunos e dos futuros alunos. O professor deve poder documentar o que é mais importante para o seu trabalho, ter o seu próprio material de vídeo assim como tem os seus livros e apostilas para preparar as suas aulas. O professor estará atento para gravar o material audiovisual mais utilizado, para não depender sempre do empréstimo ou aluguel dos mesmos programas.
- Como intervenção:interferir, modificar um determinado programa, um material audiovisual, acrescentanto uma nova trilha sonora ou editando o material de forma compacta ou introduzindo novas cenas com novos significados. O professor precisa perder o medo, o respeito ao vídeo assim como ele interfere num texto escrito, modificando-o, acrescentando novos dados, novas interpretações, contextos mais próximos do aluno.
- Vídeo como expressão, como nova forma de comunicação, adaptada à sensibilidade principalmente das crianças e dos jovens. As crianças adoram fazer vídeo e a escola precisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como um meio contemporâneo, novo e que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização da câmera, que permite brincar com a realidade, levá-la junto para qualquer lugar. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os adultos. Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar. E também produzir programas informativos, feitos por eles mesmos e colocá-los em lugares visíveis dentro da escola e em horários onde muitas crianças possam assisti-los.
Vídeo como AVALIAÇÃO
Dos alunos, do professor, do processo.
Vídeo ESPELHO
Vejo-me na tela para poder compreender-me, para descobrir meu corpo, meus gestos, meus cacoetes. Vídeo-espelho para análise do grupo e dos papéis de cada um, para acompanhar o comportamento de cada um, do ponto de vista participativo, para incentivar os mais retraídos e pedir aos que falam muito para darem mais espaço aos colegas.
O vídeo-espelho é de grande utilidade para o professor se ver, examinar sua comunicação com os alunos, suas qualidades e defeitos.
Vídeo como INTEGRAÇÃO/SUPORTE
De outras mídias.
- Vídeo como suporte da televisão e do cinema. Gravar em vídeo programas importantes da televisão para utilização em aula. Alugar ou comprar filmes de longa metragem, documentários para ampliar o conhecimento de cinema, iniciar os alunos na linguagem audiovisual. - Vídeo interagindo com outras mídias como o computador, o CD-ROM, com os videogames, com a Internet.
A INFORMAÇÃO NA TV E NO VÍDEO
Um dos campos mais interessantes de utilização do vídeo para compreender a televisão na sala de aula é o da análise da informação, para ajudar professores e alunos a perceber melhor as possibilidades e limites da televisão e do jornal como meio informativo.
O professor pode propor inicialmente algumas questões gerais sobre a informação para serem discutidas em pequenos grupos e depois no plenário.
* Como eu me informo.
* Que telejornal prefiro e porquê.
* O que não gosto deste telejornal e gostaria de mudar.
* Que semelhanças e diferenças percebo nos vários telejornais.
* Que análise faço dos dois principais jornais impressos.
Pode-se fazer uma análise específica de um programa informativo da televisão (por exemplo, do Jornal Nacional) e de dois jornais impressos do dia seguinte. O professor pede a um dos alunos que anote a seqüência das notícias do telejornal e, a outro, que cronometre a duração de cada notícia. Depois da exibição, o professor pede que os alunos se dividam em grupos e que alguns analisem o telejornal e pelo menos dois analisem os jornais impressos (cada grupo um jornal).
O Sistema Educacional Brasileiro é regido por um conjunto de leis que compõe sua Legislação Fundamental. Ele é regulado pela LDB, Fundef, CNE e as várias emendas, leis e medidas provisórias destinadas aos níveis e modalidades de ensino.
Promove a descentralização e a autonomia para as escolas e universidades, além de estabelecer um processo regular de avaliação do ensino. Veja neste link a integra do texto atualizado da LDB e suas leis complementares.
Fundef - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério.
O Fundef foi implantado nacionalmente em 1.º de janeiro de 1988. Neste link você encontra as leis, decretos e emendas que o regem.
O Conselho Nacional de Educação tem, como objetivo, buscar democraticamente alternativas e mecanismos institucionais que possibilitem assegurar a participação da sociedade no desenvolvimento, aprimoramento e consolidação da educação nacional. Veja neste link os pareceres e resoluções do CNE.
Decretos e portaria sobre a regulamentação e o credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância.
Para explicitar melhor a compreensão de estudos sobre os produtos midiáticos terei como analise neste texto um programa de televisão exibido no Estado do Amapá, na rede de TV Record.
Produto Escolhido: Programa “Caminhos do Amapá”
Descrição do programa
É um programa que divulga a vida das pessoas que residem em Macapá-AP e também das pessoas que fazem parte do estado do Amapá, como as comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas dentre outras (observa nas suas visitas a estes locais as situações de vida daquele que planta , colhe, pesca, e a forma de como se dá a vida desse povo nesses lugares, como eles trabalham e o que eles produzem servem para eles sobreviverem, se eles são felizes vivendo nesta região. Levando em consideração as seguintes observações.
• Origem do lugar e origem do povo que lá residem;
• Como e porque foi dado ao lugar determinado nome;
• Qual a população existente( quantitativo de mulheres,homens crianças, jovens e adultas)
• Como se dá o nascimento das crianças,e quem faz o parto,
• Que espécie de animais se encontra para caça e pesca.
• As riquezas encontradas na natureza destes lugares.
É um programa que apresenta um documentário, um programa que apresenta como fundo musical Amapaense cantores da terra Zé Miguel, Amadeu Cavalcante, Osmar Junior, Rambolde Campos, Nivito entre outros.
As coletas dos conteúdos apresentados no programa, são feitas através de viagem em montarias, catraias, barcos, lanchas numa natureza totalmente pura chegando a ser um pouco longas devido algumas regiões serem distantes. São viagens próximas das cachoeiras, rios , lagos, igarapés das regiões. Uma visão belíssimas da,Amazônia e do povo que vive em meio as florestas belíssimas desta natureza que Deus nos presenteou. O referido programa conta como apresentador o Deputado Jorge Amanajas. Uma das suas maiores preocupações são preservação da natureza e a infra estrutura destes locais .
Sua periodicidade ocorre à exibição do programa com exibições semanalmente, sempre aos sábados e domingos pela manhã.
Estudos da Recepção – O Horário de exibição são sempre aos sábados, às 11h30, e domingos, às 10h30,na Rede Record com tempo de duração de 60 minutos.Ficha técnica.-Direção: Jorge Amanajás (Deputado); as Comunidades do amazonas- Amapá ,tendo como apresentador como já foi dito antes aqui o deputado Jorge Amanajas, outros atores fazem parte do programa e contribuem com sua edição
Quanto ao endereçamento pode-se considerar o programa a todas as famílias, aos adultos - homens , mulheres, pais, bem como aos Jovens , adolescentes, crianças.
Estrutura e sua organização do programa. Se dá em 6 blocos, com entrevistas, documentários, imagens das paisagens e intervalo com apresentação de Jorge Amanajás.
Quanto a estratégia são utilizadas para transmitir as mensagens dos programa escolhidos, um trabalho de forma séria e responsável com transmissão de imagens interessantes, diferenciando as atividades na linguagem cotidiana televisivas levando o publico a Reflexão, Informação e apresenta história documental da cultura e atividades econômicas
Minha opinião sobre o programa- Para o programa daria um conceito muito bom, pois o mesmo é um programa bem organizado, com os seus objetivos bem definidos, contendo cenas sem proibições para menores, recomendaria a todo público de qualquer faixa etária. O horário é bem viável e propício a todo público que desejar assisti-lo além de ser um programa com visões educativas.
O maior impactoque os conteúdos da mídia causam em algumas pessoas que costumam assisti-lo, é porque é um programa cultural que valoriza os costumes do povo daqui da Amazônia, evidenciando o cotidiano do índio, do negro, dos idosos e de todos os que vivem na Amapá, alguns ficam até emocionados em rever as origens.
As pessoas vêem sempre, mas nem todos vêem os programas do mesmo modo as opiniões convergem e divergem. As pessoas têm determinados comportamentos diante de umas reportagens, uns com olhares mais críticos (havendo divergência), outros com olhares infantis e outros ainda com olhares de entretenimento voltado para a cultura. As respostas se convergem devido à faixa etária do público, mas as mesmas não fogem o foco principal que é observar a vida quotidiana do povo, levando em consideração os seus anseios, preocupações, cultura, além de valorizar aquilo que é nosso.
AÇÕES ESTRATEGICAS E POLITICAS PÚBLICAS QUE FORTALEÇAM A QUALIFICAÇÃO DOCENTE:
Quanto ao aperfeiçoamento docente:
• Estabelecer uma necessária intimidade entre os saberes curriculares
fundamental aos alunos e a experiência social que eles têm perpassa
pela redefinição das novas diretrizes para a formação de professores,
cuja dinâmica se volte para a tendência de virtualização das
instituições formadoras.
• Promover a formação continuada dos professores e outros agentes educacionais para o uso pedagógico das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs);
• Oferecer treinamento para todos os professores sobre o manuseio das novas tecnologias implantadas nas escolas.
• Garantir vagas nas Universidades Públicas nos níveis de pós-graduação: lato sensu e strictu sensu;
• Implementar cursos na área psicológica visando conhecer os princípios do desenvolvimento emocional, justamente por ser um eixo fundamental da proposta pedagógica que requer cuidado na atualidade, evidenciando a necessidade da compreensão histórico-cultural do ser humano.
Quanto aos recursos físicos, didáticos e tecnológicos na escola:
• Oferecer estrutura física adequada para garantir um processo de ensino aprendizagem que favoreça o trabalho do professor e o aprendizado do aluno;
• Melhorar as condições estruturais da escola, seu aspecto físico e tecnológico;
• Disponibilizar recursos tecnológicos para as escolas.
• Melhoria nas condições de trabalho, priorizando a instalação de ambientes tecnológicos nas escolas;
• Garantir o suporte técnico especializado para manutenção e instalação de equipamentos;
• Instalar programas de acessibilidade para alunos de baixa visão e outras necessidades educativas especiais.
• Respeitar a diferenças e promover a acessibilidade ao conhecimento de forma democrática.
Quanto aos rendimentos e valorização da careira do magistério:
• Política salarial digna aos agentes educacionais que incentivem a dar prosseguimento aos estudos e manter dedicação integral a pratica docente;
• Aos profissionais que priorizam a educação pública e destacam-se com projetos que viabilizam o aprender do aluno deveria ser ofertado um prêmio que o destaca-se no meio educacional. Quem sabe um “Oscar para o professor”.
Quanto ao papel da família:
• Construir uma relação mais direta e menos burocrática entre o Conselho Tutelar e o Juizado da Infância e da Juventude com as escolas;
• Estender às famílias que tenha programas à obrigatoriedade da participação dos pais na escola;
• Otimizar a participação dos pais na educação do educando.
• Favorecer uma prática pedagógica contextualizada, de incentivo a autonomia e valorização das ações individuais e coletivas.
• Criar comissões, que visem identificar pais ausentes ao processo de ensino aprendizagem de seus filhos em âmbito escolar, no mesmo, encaminhar ao Juizado da Infância e adolescência, cabendo a um juiz competente aplicar-lhes punições.
Quanto à valorização cultural:
• Recursos para as escolas produzirem manifestações culturais como: dança, música, teatro e esportes.
Quanto à proposta pedagógica da escola:
• Promover e realizar a revisão do Projeto Pedagógico com vistas a uma
profunda mudança nos métodos, nas expectativas de aprendizagem e nos
conteúdos de aprendizagem. Conhecer melhor a realidade escolar fazendo
o diagnóstico da mesma, de sua comunidade imediata e de seu entorno;
levantar os interesses culturais, de entretenimento e de conhecimento,
para conhecer as perspectivas profissionais, revelar problemas
afetivos e de natureza social ou familiar demandados das novas
exigências educacionais.
• Implantar a gestão democrática nas unidades educacionais, fornecendo aos profissionais de cada unidade de ensino a possibilidade de escolha de seu gestor;
• Focar o Planejamento em situações reais do cotidiano, elevando as práticas sociais ao convívio harmônico e ético;
• Construir um currículo que retrate as necessidades de sua comunidade escolar, buscando conhecer os eixos da educação cidadã, no que tange as relações humanas e de aprendizagem, princípios de convivência e aprendizagem em rede, gestão democrática e parcerias comunitárias e sociais, avaliação dialógica continuada e formação humana (ciclos e avaliação), a fim de fortalecer o Projeto político - pedagógico da escola.
Edgar Morin e Jaques Delors
CONCLUSÃO
As propostas apontadas pela equipe são bastante oportunas para serem efetivadas no contexto atual, onde que se exige que o profissional da educação esteja sempre atento e acompanhando as mudanças que ocorrem constantemente no nosso cotidiano
Com o intuito de contribuir para o melhor desenvolvimento do processo ensino aprendizagem e elencar os saberes de Edgar Morin e os pilares de Jaques Delores construímos esta proposta numa tentativa de abranger, algumas ações e políticas, mesmo já, existentes, que saiam do papel e sejam postas em prática, pois o nosso país demanda de grande necessidade por educação com qualidade nas escolas, vislumbrando, o desenvolvimento futuro neste país.
Entendemos que a responsabilidade do poder público deva, também ser compartilhada pela sociedade civil organizada de modo, viabilizar as políticas públicas e ações estratégicas apresentadas, sempre respeitando os parâmetros legais e os níveis de poder da república em âmbito federal, municipal e estadual.
Ao compreendermos que o processo educativo possui tempo e formas diferentes, que se situam de acordo com o momento presente, levando em consideração aspectos culturais, sociais, econômicos e políticos, entendemos também, que os papéis da escola e do educador neste novo contexto devem ser diferentes. Considerando que a sociedade da qual fazemos parte caracteriza-se pelo fenômeno da mundialização, entendemos também, que uma de suas marcas está pautada na pluralidade de culturas, de diálogos, de fonte de conhecimentos e de aprendizagens. Neste sentido, para que escola desenvolva currículos amplos e flexíveis que contemplem a valorização da diversidade como elemento central e enriquecedor do desenvolvimento pessoal e social do educando, com vistas à construção da “ética da compreensão planetária”, tais princípios, devem estar deliberadamente permeando todas as ações políticas voltadas para a educação, não podendo ser pensada a partir de uma ou algumas ações e estratégias, e sim, do conjunto.
BIBLIOGRAFIA
ARANTES, Valeria Amorim, A dimensão afetiva da psique humana e a educação em valores , Education .2003 - - 240 páginas. Disponível em: books.google.com.br.
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia educação. — campinas, SP: 2005.
BORGES, Marta Kaschny. Tecnologia, educação e aprendizagem: os desafios para o educador na era da comunicação e da informação. 2. ed. Florianópolis: UDESC / CEAP, 2003..
BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei n.º 9.394 - de 20/12/1996.(Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-10.
DELORS, Jacques.org. A educação para o século XXI. Questões e perspectivas: Aritmed, Porto Alegre.2005.
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro- PUC
Curso: Especialização Tecnologias em Educação
Mediadora: Fernanda Serpa Cardoso
Disciplina: Informática e Sociedade
Cursistas:Alzira Lima, Cleide Albuquerque, Eduiza Alves, Gercilene Vale, Helda da Silva, Irlan dos Santos, Luzimar da Silva,Mª Francinete Cambraia, Mª Isaurina de Sousa, Marisete Barbosa,Marisol Batista, Nelma Garrido,Patrícia Alves, Patrícia Rabelo, Mª Emília Raniéri, Nilda Castilho, Rildo Ferreira, Roberto Zhalouth, Vanubia dos Anjos
Turma: AP03IS
SINTESE DAS açÕes estraTÉGICAS E políticas públicas PARA O FORTALECIMENTO Da qualificação docente
INTRODUÇÃO
Como compreender os impactos do avanço tecnológico sobre as estruturas sociais: educação, comunicação, lazer, cultura, família? É uma questão que apontam maiores desafios para os profissionais da educação. Mas cabe aos gestores da educação propiciar mecanismos que façam com que o trabalho docente, em especial, tenha rendimento e alcance êxito.
Gostaríamos de chamar atenção para o foco da Gestão compartilhada, se queremos que a educação do século XXI, tenha um cenário diferenciado e com potencialidade para o uso da diversidade tecnológica dos nossos dias, precisamos suscitar nossos anseio e o nosso poder de decisão não devemos ser geridos por uma única pessoa, mas compreender que a gestão democrática deve está presente em todos os cantos da escola, prioritariamente nas salas de aulas, nossos alunos devem conhecer sua capacidade de representação e atuação, para que então possamos construir um currículo que tenha a nossa identidade e finalmente executar planejamentos que venham atender as práticas sociais vigente, caso contrário todos os esforços resultantes da análise dos Saberes e dos Pilares ficarão restritos a uma visão parcial das necessidades que se pretende a educação do século XXI. Morin, em relação a ética do gênero humano discorre no seu texto que :
”...esboçam-se duas grandes finalidades ético-politico do novo milênio: estabelecer uma relação de controle mútuo entre a sociedade e os indivíduos pela democracia e conceber a humanidade como comunidade planetária. A educação deve contribuir não somente para a tomada de consciência de nossa ‘terra- Pátria’, mas também permitir que esta consciência se traduza em vontade de realizar a cidadania”.
Como ponto de reflexão do indivíduo em sociedade, entendo que hoje, apesar da complexidade da dinâmica do mundo, acredita-se que se tornou muito mais fácil, pois a globalização é um fato, cabe a nós enquanto educadores, filtrar as informações que irão contribuir para a formação do homem, bem como prepará-lo para enfrentar os desafios impostos pela sociedade que o cerca. Ao Estudarmos o saber e os pilares que faz referência a “ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA, A COMPREENSÃO HUMANA E APRENDER A VIVER JUNTOS”. Percebeu-se que na sociedade de hoje ainda é forte a intolerância e a rejeição as diferenças religiosas, sexuais, culturais e até esportivas. Por isso, observando estes saberes e pilares propomos valorizar todos os tipos de manifestações culturais nas unidades escolares visando proporcionar ao nosso aluno contato com o diferente aprendendo a respeitá-lo e a ter a oportunidade de conhecer e experimentar novas experiências. Realmente, ensinar a condição humana, a compreensão e aprender a viver juntos requer, por parte da escola e das políticas públicas atenção especial.
As atuais políticas públicas no que concerne ao currículo já apresentam propostas que contemplam essa prioridade, como o ensino dos temas transversais. Por isso, atentos a essa observação sugerimos como política pública não a criação de novas disciplinas, mais um maior incentivo e valorização da prática pedagógica, obrigatoriamente nos Projetos Políticos Pedagógicos, os quais devem ser cobrados e fiscalizados tanto pela comunidade escolar quanto pelos órgãos responsáveis pela educação.
O processo de democratização de acesso às tecnologias da sociedade contemporânea vem provocando mudanças na educação. A cada dia exige-se educação de qualidade. Para que isso aconteça uma das alternativas apontadas é investir na qualificação do profissional da educação. Com os efeitos da globalização caracterizada com o avanço tecnológico, torna-se imperioso elaborar diretrizes e definir políticas públicas para a educação, visando ações efetivas que resultem no aperfeiçoamento e qualificação do profissional para atender às demandas da sociedade contemporânea.Neste sentido os programas de formação devem estar voltados para a valorização do magistério por meio de um conjunto de medidas, inspiradas nos sete saberes de Edgar Morin e os Pilares de Jacques Delors.
Ao considerarmos que as diferentes linguagens presentes nas sociedades, são elementos formadores dos universos culturais. Compreendemos a função social da escola, e a necessidade de novos paradigmas educacionais que reflitam diretamente na forma como esta vem desempenhando seu papel de educar, e de formar os cidadãos para acompanhar o ritmo das mudanças que se processam na sociedade globalizada.
Obs: Esta é uma atividade proposta pelo curso de Especialização em Tecnologias em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro- PUC- Educação à Distância